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segunda-feira, 9 de março de 2009

3º passo: Entregar


Depois de ter admitido que minha vida está um caos e que sozinho eu não posso vencer os vícios e pecados, no 1º Passo - ADMITIR, aprendi a CONFIAR em Deus, no 2º Passo. Vamos entender e praticar o 3º dos 12 Passos da nossa caminhada na Pastoral da Sobriedade com Jesus, nosso Libertador, o Passo ENTREGAR.


É possível que, ao praticar os passos, lembranças de mágoas da infância venham à tona. Em nosso íntimo talvez haja uma terrível lembrança da infância e uma criança trêmula, com raiva, ansiosa sobre as críticas, as ameaças ou a violência de alguém. Em criança, tentamos prender a atenção ou cuidar das pessoas à nossa volta, para que elas não nos abandonassem, nos deixando apenas com promessas quebradas e sonhos despedaçados. Em resultado, reforçamos em nós mesmos uma porção de tendências indesejáveis, tais como: Vigiar, controlar, tomar conta e um excessivo senso de responsabilidade. Deixemos isso no passado. Começaremos a sentir o amor curador de Deus, que transcende o tempo, para reparar o mal que nos foi feito. Jesus nos disse que, para entrar no Reino de Deus, precisamos ser como crianças. Essa afirmação nos ajuda a reconhecer que um estado semelhante ao de uma criança possibilitará que recuperemos a nossa capacidade de dar e receber amor incondicional. Grande parte da dor de nosso passado resulta de nos sentirmos totalmente abandonados ou mesmo mal amados. Com a presença de Deus, nosso senso de amor-próprio se desenvolve e começamos a reconhecer que somos seres humanos dignos.


Neste passo, decidimos então renunciar e ENTREGAR nossa vida a Deus, pedindo que Ele assuma o controle de nossa vontade e nossa vida. Imaginar que podemos fazer uma cirurgia em nós mesmos parece insano. Ao primeiro sinal de dor, desistiríamos. Insano também é pensar que podemos controlar nossa recuperação. Só Deus sabe o que é preciso para a cura. Decidimos, então ENTREGAR nossa cura, nossa vida nas mãos de Deus. O 3º Passo vem nos ensinar a submissão, cuja meta é a Paz com Deus. Este passo nada mais é do que um processo de tomada de decisão; Finalmente, decidimos que somente Deus é capaz de controlar nossa vida e que Sua vontade é o melhor para nós.


Para começarmos nossa entrega, selemos um compromisso com Deus, através dessa pequena oração: Senhor, entrego-te toda a minha vida, ó Deus da minha compreensão. Fiz uma trapalhada, tentando controlá-la eu mesmo. Toma minha vida toda e dirige-a em meu lugar, segundo Tua vontade e Teu plano. Amém.


Estamos começando a entregar as coisas para Deus. A prática de repetir os três primeiros passos ajuda a construir uma base sólida para cumprir todo o programa. Até agora, confusas percepções da realidade nos levaram a comportamentos compulsivos ou obsessivos. Além disso, é difícil admitir responsabilidade nas nossas disfunções. A negação e os atos negativos são ótimos escudos para evitar confrontos com quem realmente somos.


Embora tenhamos começado a conhecer e confiar em Deus, talvez achemos difícil dar-Lhe o controle total de nossas vidas. Entretanto, se a alternativa for enfrentar perdas essenciais em nossas vidas será mais fácil ADMITIR e aceitar a divina orientação. CONFIAR em Jesus nos devolverá nossa auto-estima, nossa confiança em nós e nos irmãos. Precisamos tomar a decisão de ENTREGAR nossa vida nas mãos de Deus com a mente clara e racional, comprometer-se com a decisão tomada e, finalmente, confiar o resultado a Deus.


Vamos ouvir o que Deus tem para nos dizer hoje e meditar a Sua Palavra:
Jeremias 29, 11-14 “Conheço meus projetos sobre vocês – oráculo de Javé: são projetos de felicidade e não de sofrimento, para dar-lhes um futuro e uma esperança. Quando vocês me invocarem, rezarão a mim e eu os ouvirei. Vocês me procurarão, e me encontrarão se me buscarem de todo o coração; eu me deixarei encontrar e mudarei a sorte de vocês...”


A promessa de Deus é sopro de vida, de esperança e Deus não falha. Os tempos de crises e de dificuldades são também tempo de expectativas, em que facilmente pode nos fazer cair nas ilusões do mundo. Para suportar os sofrimentos, muitos se iludem buscando obstinadamente preencher o vazio espiritual com as coisas que o mundo oferece e que são tantas: imediatismo, dinheiro, drogas, sexo, luxúria... Mas nada, nada preenche esse vazio, pois tudo o que o homem precisa para uma vida plena vem de Deus e está apenas em Deus.


Quando nos ENTREGAMOS e paramos de carregar fardos de nosso passado, começamos a nos sentir melhor. A decisão de escolher o caminho de Deus nos devolverá a plenitude da vida. Quando nos libertamos de nossa obstinação, nos libertamos também de grande parte de nossos comportamentos. Impaciência e irritabilidade se dissipam ao conhecermos o amor divino e almejarmos partilhá-lo.

domingo, 1 de março de 2009


A Pastoral da Sobriedade nasceu de um desafio lançado pelo Papa João Paulo II a todos nós: lutar contra o flagelo da dependência química que assola tantas famílias de nossa sociedade.
Em 1984, o Papa João Paulo II conclamou toda sociedade para, em esforço conjunto e cada qual segundo sua responsabilidade, nutrir-se de valores espirituais direcionados a combater o flagelo das drogas que se tornava perverso, em formas cruéis e dimensões impressionantes, superiores a muitas previsões.
Aquela convocação inclui os pais, a escola, entidades sociais, os meios de comunicação e organismos internacionais, dentre outros e, principalmente, as pastorais e os movimentos importantes da Igreja, tais como Pastoral da Família, Catequese Infantil e EJC, dentre outros, que indiretamente já participam da prevenção cumprindo missões de evangelização.
Palavras de João Paulo II: “Para ser um Agente da Pastoral da Sobriedade é necessário que haja dentro de cada um de nós esse amor pelo Evangelho, um amor incondicional, que nos leva a dedicar a vida, um tempo do nosso dia para o semelhante”.

O problema das drogas assumiu proporções mundiais. A Igreja, no mundo todo, procura responder pastoralmente a essa “sementeira de morte que se provoca com a criminosa difusão das drogas”, por diferentes caminhos.
As conferências episcopais de alguns dos países mais atingidos pelo fenômeno das drogas manifestaram-se oficialmente, publicando mensagens pastorais, propondo critérios e linhas de ação para enfrentar esse fenômeno.
Também são conhecidas as iniciativas de dioceses, paróquias e de grupos pastorais que desempenham importante papel junto àquelas pessoas que já se afundaram no mundo das drogas.
O Setor Juventude da CNBB, liderado por Dom Irineu Danelon, Bispo de Lins-SP, realizou o 1º Encontro de Instituições, Fraternidades e Associações na cidade de Lins, entre os dias 4 e 7 de junho de 1997, que reuniu grupos que trabalham na prevenção e recuperação da dependência química. Neste Encontro estiveram presentes 70 instituições.
O Pontifício Conselho de Pastoral, no campo da saúde, criou, em 1997, a pedido de Sua Santidade, o Papa, um grupo informal de estudos para registrar as experiências existentes no campo da dependência química nos cinco continentes.
No Vaticano, o grupo organizou o Simpósio “Solidários pela Vida”, no qual 45 países se fizeram representar através de 90 participantes. Seu objetivo foi elaborar, dentro do menor tempo possível, uma espécie de manual para a assistência aos dependentes químicos. Como resultado, foram publicadas três mensagens: Uma pelas Nações Unidas em Viena, outra pela Organização Mundial de Saúde e a terceira pelo Observatório Europeu.
Na 36ª Assembléia Geral da CNBB, realizada em Itaici-SP, de 22 de abril a 1º de maio de 1998 é criada, no Brasil, a Pastoral da Sobriedade.
A Pastoral da Sobriedade já tem mais de 600 grupos espalhados em todos os estados do Brasil. Já somos mais de 10.000 Agentes Pastorais e, pelo amor de Deus, ela já conseguir resgatar e restaurar mais de 50.000 pessoas que estavam na miséria do mundo das drogas. Se considerarmos que, cada dependente químico arrasta consigo quatro membros da família, o resultado é acima de 200.000 pessoas de volta aos braços do Pai.
A Pastoral da Sobriedade é uma atuação especial da Igreja em resposta a um problema social, é dirigida pelos sacerdotes e bispos, em comunhão com as outras pastorais e movimentos. O único pastor é Jesus Cristo. Nós todos somos participantes deste pastoreio, em comunhão com as diretrizes da Diocese e da Paróquia.
A missão do Agente Pastoral da Sobriedade é expressar o Amor gratuito do Pai que desperta em nós a solidariedade com o mundo e com a humanidade, fazendo dos excluídos nossos preferidos.
Para ser um Agente da Pastoral da Sobriedade é necessário que haja dentro de cada um de nós esse amor pelo Evangelho, um amor incondicional que nos leva a dedicar a vida, um tempo do nosso dia para o semelhante.
O Agente Pastoral da Sobriedade deve estar a serviço da vida, a serviço do Evangelho e em comunhão com a Igreja.
Em Outubro 2008, na Canção Nova, comemoramos o 10º aniversário da Pastoral da Sobriedade com uma linda festa, que contou com presenças da coordenação Nacional, coordenadores e agentes de todas as regiões do País. Graças à Deus, somos hoje um exército de soldados à serviço do Senhor, estendendo a mão para levantar e levar à cura da dependência química através da ação milagrosa Nosso Senhor Jesus Cristo
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